Médico fala de sua rede de clínicas populares, com três unidades, e dos planos de abrir mais 17 em quatro anos.
Paulo Granato tinha um futuro previsível. O avô fundou há mais de 60 anos o tradicional Laboratório Paschoal Granato. O filho seguiu o negócio. E o caminho natural do neto, que fez residência em patologia clínica no Hospital das Clínicas da USP, era manter a tradição familiar. Mas ele optou por abrir uma clínica popular, a Policlínica Granato, que administra com a mãe. Começou em 2008, em São Conrado, perto da Rocinha. Em 2012 veio a segunda unidade, na Tijuca. Em 2015 a terceira, em Madureira. Este ano serão mais três. As opções são Baixada e Zona Oeste. “Devemos chegar a 20 até 2020”, diz o carioca de 36 anos. O número de atendimentos já chegou a quase um milhão. A média mensal é de sete mil em São Conrado, 5.200 na Tijuca e 2.600 em Madureira. Das 32 especialidades, as mais procuradas são ginecologia, clínica geral, oftalmologia, dermatologia, otorrino, cardiologia, psiquiatria e gastro. O valor da consulta foi reajustado agora e passou para R$ 82. O hemograma sai a R$ 15, o eletrocardiograma a R$ 55 e o ultrassom transvaginal a R$ 82. “O paciente marca a consulta, muitas vezes para o mesmo dia, realiza o exame e faz o retorno, tudo no mesmo lugar”. Mas não há internação. Em 2014, a clínica foi a primeira empresa carioca a ganhar o selo do Sistema B, dado para as que unem lucro e benefícios socioambientais.

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http://oglobo.globo.com/rio/dois-cafes-a-conta-com-paulo-granato-18436116