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Dia Nacional de Combate ao Fumo

Dia Nacional de Combate ao Fumo
                         

Pneumologista dá dicas para acabar com a dependência no Dia Nacional de Combate ao Fumo

O Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo em 29 de agosto. A data foi instituída em 1986 com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população sobre os riscos decorrentes do hábito.No país, como resultado das importantes ações de controle do tabaco desenvolvidas, a prevalência de tabagismo vem diminuindo ao longo dos anos. Em 1989 o percentual de fumantes de 18 anos ou mais no país era de 34,8%. Já em 2013, de acordo com pesquisa mais recente para essa mesma faixa etária em áreas urbanas e rurais, este número caiu para 14,7%. Pneumologista da Policlínica Granato, o médico Gabriel Santiago, afirma que o consumo do cigarro é cenário de dependência e considerado uma epidemia: “O cigarro é, conforme já definido pela Organização Mundial de Saúde, a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo. É reconhecido como uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas como álcool, cocaína e heroína”, diz. Para as pessoas que desejam parar com o vício, o médico dá dicas: “O combate necessita de um acompanhamento multiprofissional, baseando-se na terapia comportamental, associado ao acompanhamento médico e suporte farmacológico. O suporte farmacológico, visa o controle do vício químico, provocado principalmente pela nicotina, sendo oferecido através de adesivos e gomas, dessa forma ‘suprindo’ a dependência do organismo, associado ao tratamento ansiolítico, visando inibir ou reduzir os sintomas de abstinência, através de medicações que atuam diretamente nos receptores relacionados ao vício. Fora isso o fator mais importante para o sucesso do tratamento, é a resolução do paciente, que é adquirida através da percepção do efeito maléfico e possíveis complicações do efeito do cigarro, e o ganho considerável em qualidade de vida com a interrupção do hábito”, afirma. Adotar algumas mudanças na mesa também ajuda. “Não existe uma dieta muito restrita, já que é ruim ‘cortarmos’ duas coisas ao mesmo tempo, mas diminuir o café e bebidas alcoólicas ajuda. Às vezes, oferecemos a substituição de hábitos. Muitos pacientes substituem o cigarro pelo chiclete ou bala. Estimular exercícios físicos também é muito importante”, completa.